Mocidade Independente por Fábio Fabato

A trajetória do time de futebol que virou grêmio de samba e seguiu rumo ao Centro mostra a sina daquela gente. A sina de ser grande no carnaval. O bairro de Padre Miguel não era nada conhecido antes da Mocidade Independente, nome que parece ter impregnado aquela moçada toda de uma liberdade inabalável.

Viraram oficina de arte e experimentação de artistas mágicos, faturaram cinco canecos, plantaram seu valor no carnaval de forma arrebatadora. A única escola de samba que subiu nos anos 50 para a elite e jamais caiu. Balançou algumas vezes, é verdade. Mas na esteira de momentos inesquecíveis tornou-se uma instituição que brincou de modificar conceitos, enchendo de novidades um palco também pavimentado pela vanguarda.

Viva a Mocidade! Da linha férrea e da velha estação, do sorriso largo de Tia Nilda com sua feijoada na lenha, do menino de pés descalços que dedilha o cavaco, da “paradinha” de instrumentos que paralisa corações a perder de vista. “Sou a Mocidade, sou independente, vou a qualquer lugar…”

Fábio Fabato Jornalista, comentarista e escritor, autor de As três irmãs: como um trio de penetras “arrombou a festa”.

Ensaio Tecnico Mocidade Independente de Padre Miguel

Comments

Be the first to comment.

Leave a Reply


You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*


This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

CarnevaleRio de Valéria del Cueto @delcueto